Kanban: Visibilidade, fluxo contínuo e WIP
Taiichi Ohno é considerado o criador do Sistema Toyota de Produção e também pai do “Kanban”. No final dos anos 1940, logo após a Segunda Guerra, o Japão tinha como objetivo deixar de ser uma potência bélica para se tornar uma potência industrial. Taiichi visitou uma fábrica da GM nos Estados Unidos e frustrou-se ao perceber que, dado o problema secular da falta de espaço no Japão, dificilmente conseguiria copiar a linha fabril americana, composta por grandes máquinas e um volume gigantesco de estoque para uma produção que só fazia aumentar. Foi quando ele visitou um supermercado e observou uma dinâmica bastante simples e eficiente: para cada item retirado da prateleira, outro semelhante era imediatamente colocado em seu lugar. Foi quando ele teve um estalo e percebeu que essa poderia ser a solução ideal para a fábrica da Toyota no Japão, ou seja, um carro vendido puxaria a fabricação de um novo carro, que por sua vez levaria à fabricação das rodas, que levaria à produção dos parafusos, e assim sucessivamente.
Quem conta a história é Rodrigo de Toledo, engenheiro de software e professor da UFRJ, conhecido pesquisador e trainee Agile no Rio de Janeiro.
“No Kanban, que significa ‘sinal’ em japonês, três coisas são fundamentais: visibilidade, fluxo contínuo, e ‘limited WIP’ – ou work in progress. Ou seja, é imprescindível limitar a quantidade de coisas que fazemos ao mesmo tempo, assim como lá na fábrica eles limitam o estoque. O estoque tem que ser o mínimo possível, essa é a analogia com o estoque físico”, resume ele. E utiliza uma imagem bastante interessante para representar o que seria o mundo ideal no que diz respeito ao SCRUM e ao Kanban: uma nuvem como sendo as hipóteses que precisam ser atestadas até se tornarem – ou não – requisitos de projeto, sombreando a nascente de um rio, onde estão os stakeholders e o PO, até chegar à foz, no usuário, gerando um feedback positivo que leva à felicidade, iluminada pelo sol que, por sua vez, levará a novas nuvenzinhas que irão reiniciar o ciclo produtivo. “Se trabalharmos em menos coisas ao mesmo tempo, temos a chance de sermos mais eficientes no que fazemos, muito embora existam empresas que valorizam justamente o contrário, alfineta Rodrigo. Ele defende também que as iterações sejam as as mais curtas possíveis, em um fluxo contínuo de trabalho, a fim de os problemas possam emergir e serem resolvidos de uma forma mais eficiente pela equipe.
Assista ao vídeo com a íntegra da palestra de Rodrigo de Toledo e descubra como o Kanban pode tornar seu dia-a-dia de trabalho mais eficiente e produtivo:
Acesse também os slides da apresentação:
http://prezi.com/-nxm0avoi21o/por-que-do-scrum-ao-kanban/
E link relacionados:
Palestra de David J. Anderson sobre seu livro Kanban, que será lançado em janeiro de 2012 em português:
http://www.gonow.com.br/blog/2011/11/28/kanban-por-david-anderson-como-equilibrar-agilidade-versus-demanda/
O Kanban como um jogo de tabuleiro, por Alisson Vale e Juan Bernabó:
http://www.gonow.com.br/blog/2011/12/13/o-kanban-como-um-jogo-de-tabuleiro/
Tags:Agile, Agile Development, Alisson Vale, David Anderson, gonow tecnologia, Juan Bernabó, Kanban, Lean Thinking, Metodologia Ágil, Métodos Ágeis, Rodrigo de Toledo, scrum
Categorias: Agile
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